Segunda-feira, Setembro 18, 2006
Sexta-feira, Julho 14, 2006
Procurando

Onde está aquele garoto que enfia os pés na terra pra sentir o cheiro de limo na pele e cobrir-se do cobertor de folhas pra comungar com a floresta?/ Onde está aquele menino apaixonadoque olha o sol a cortar por entre os galhos e vê além do céu e da copa das árvores flutuar os sonhos como borboletas que só vivem 24 horas num dia de verão??? /onde estão aqueles olhos em combustão a emitir luz gratuita de felicidade gratuita de todo o amor inevitavelmente concebido em si??? Onde está a paixão?? Onde está essa busca icessante por desvendar os mais profundos mistérios da existência??? Onde estou que não sou velho ainda, mas sinto que já deixei de ser menino? Não caibo neste lugar. Quero que a vida passe, e tenho meu desejo realizado. (uFGg )
irrealismos hiperRealmente gr4ficos

a curva do tempo desfragmentou o sentimento na eternidade de um momento que nunca mais se desfez e se reteve na retina como impressão à óleo-tinta na infinitude advinda do mistério de não se situar no conhecido e previsível universo dos sentidos primeiros...em algum lugar desta curva abre-se uma brecha além das nuvens e avista-se a ilha da terra do nunca
Quarta-feira, Julho 12, 2006
Terça-feira, Maio 30, 2006
Generalização de uma Coletividade Contemporânea
Das Infâncias desconhecidas que temos
somos ainda aquela criança abandonada
que nós mesmos abandonamos num dia frio
solitariamente
buscando uma explicação exaustivamente
pra uma pergunta que não soubemos fazer
mas que nem sequer calamos...
Rebanho do capetalismo
todos
nos vinculamos à esta função acumulativa
de fazer e produzir muito além do nescessário
e deixamos pra trás nossa curiosidade
sem compreender abandonamos a intelectualidade
em nome da praticidade, eficiência e produtividade
Somos ainda esta infancia perdida
que inquestionavelmente obedece
indefesa que é, seguindo o fluxo da manada
consultando-a pra cada passo,
entre decisões severas e inseguras
importantes mas medrosas...
Somos esta criança
ainda humanamente desumana
mais proximas do mundo animal
e distantes de qualquer intelectualidade
por mera incapacidade circunstancial...
Somos um rebanho, um montante...
não temos identidade, somos substituíveis mortais...
Somos a criança machucada
desconfiada eternamente
não somos nada sendo
um rebanho e somente
somos engolidores de sapo
a ler inúmeras bulas e engolir cumprimidos dia a dia
pra esquece e esconder a existência daquela forte azia
e manter em segredo o coletivo ponto fraco...
dia a dia
adiando
o que no fim aprendemos
que era a genuína vida
e não a vivemos
a esquecemos com a infância
nossas distantes crianças...
ass. João do Povo
uFGg
Sexta-feira, Maio 12, 2006
rascunho
o desejo da expressão absurda
que almeja se conter
em não compreender
a reação dos espasmos
imprevisíveis
das forças invisíveis
que não podemos deter
é a luz da lua na janela
que menos consigo ignorar
um desespero louco, uivo, desejo ....
rascunhos na atmosfera
entre átomos do incompreensível atemporal
no eterno círculo não circular
que desova, desemboca foz...
luz de mola.espiral
redondo oval . . .
Quinta-feira, Dezembro 01, 2005
Arquéti_PO_ético

ArquétiPOético
.
.
Captando na mistura virgem do inusitado
fotografo com imaginação
as cores e curvas de cada sentimento
cada exitação de cada movimento
que desenho pra ilustrar meu corpo
no gráfico de sensações...
matematizo cada mistério
estudo a física de suas formas
materias, movimentos, condições
pesquiso só de olhar...
filmo só de observar
e edito tudo na memória...
minha trilha sonora... é numa banda sem nome
cheia de compositores e cantores
é uma banda que sempre é a do momento
é a mistura de todos os instrumentos
numa harmonia só...
cada pintura que crio
é uma arte que vivo
uma vida que sublimo em arte...
cada arte que crio
é uma arte que sublima a vida em parte
cada escultura musical
balé das ondas
dos ventos na floresta tropical
é um teatro cinematografico...
sublimo a poesia em poesia...
sem nem livro nem nada... nem boca
nem ninguém que a guarda...
a vida é como a poesia
no vento ela nada...
um momento, dois, cada
e a fantasia do sentimento
num pensamento se resguarda...
.
.
01 -12 -05 - Uirah Felipe
Terça-feira, Novembro 22, 2005
Essa eh legal. Naum aconteceu com um amigo de um amigo de um amigo meu, mas com um amigo mesmo. Com seus amigos ele criou uma bricadeiro tola de falar, por piada, a seguinte frase:]
_Vc estah sentidno o penislongo?
_O que???
_Dzzzz Dzzzz - e ele prosseguia fazendo som de pernilongo qdo este voa proximo a nossa orelha.
De tanto fazer essa brincadeirinha, certa vez, num jantar de aniversario, na casa de uma familia extremamente conservadoa dos `bons costumes`, e ainda, num momento de grande empolgacao ese soltou a frase no slaum de jantar da casa:
_E todo mundo sabia q ali tinha um penislongo.
O silencio mais rasgante e contrangedor se fez, como uma freada brusca, mas ele naum pode voltar ao tempo.
Interessante foi pensar depois porque todos pararam pra ouvir a expressaum penislongo no meio de tantas outras Porque o pennislongo foi gerar maior interesse naquelas mentes ditas `cultas` e das ` boas maneiras`
a ser reescrito...
Domingo, Novembro 13, 2005
Quarta-feira, Outubro 26, 2005
DxGsti Sociaaau

Desgaste de um ator_mentado...
A água desce pela garganta e, inevitávelmente, ele engole com ela o seu cansaço. A noite é quente, a meteorologia um caos, as machetes esquizofrênicas no jornal, e alguma esperança... Ele bebe a água. O calor é insuportável. O ar se torna húmido, e ele não consegue escrever uma linha sequer, nem ler...
Desaba um pé d'água descomunal às cinco da manhã. Os ventos inacreditáveis. O dia não parece amanhecer, e ele estica-se na cama quente. Abre a janela e deixa que respingos fiquem molhando sua perna. Sente alguma felicidade com a fúria da natureza...
Sete da manhã e havia pego no sono, finalmente. Mas o som de rajadas de escopeta e AR-15 vindas da favela o fazem pular da cama. Ele corre imediatamente para a sala, longe da janela. Abre a geladeira, bebe água incansavelmente. Um silêncio, ele pára de beber água, nenhum som de tiro.
_BUM!
As janelas estilhaçam-se após um barulho de explosão
_Puta que pariu! Granada de novo!
Ele começa a andar de um lado pra outro pela saleta com um santo na mão. Fica suado e cada vez mais suado. Escorrem lágrimas de seus olhos e baba de sua boca e ele fica falando frases desconexas sobre jornais, livros, músicas, armas... Então começa a chorar entregue completamente e senta-se ao pé da geladeira.
Tudo apagado, mas a geladeira acesa. Um clarão se faz e outro estouro, dessa vez mais alto. Ele se encolhe abraçando os joelhos e para de ouvir o mundo, concentra-se somente em sua própria respiração.
Neste dia ele não pôde ensaiar...
Actore Lapa Filho
(uirahfelipe)
Segunda-feira, Outubro 17, 2005
O_0nírico

- O_0nírico -
_____________à Pedro Musacchio
Eu transparecerei
nesta prosa onírica
o desenho que imaginei
na minha mente lírica
Um ser com seu semblante
Surrado mas vivo de tão pouco tempo
de vida, e errante
de tanto precoce descontentamento...
Senta na cama do pensamento
e não dorme a intenção
vasculha a mmória e o sentimento
como indumentária pra seu coração
Cavalga com a alma guerrilheiro-urbana
Como se fosse cavaleiro e Guerreiro
e nesta cidade é que se inflama
Rio de Janeiro
Seu espírito revolucionário
Seu saber-se aventureiro
No cavalo ele derrama
Seu suor, meu companheiro
e ao céu declara e ama
a poética onírica de seus devaneios...
Uirah Felipe Grano
Domingo, Setembro 04, 2005
VERTIGEM VENTOSA

Emoção é movimento
Da cinética
Sentir é uma conseqüente
Da emoção sintonizada
A psicologia do corpo
Vem vinculada
Ao seu uso
Como você controla seu corpo
Controla também suas emoções
E escolhe, estrategicamente
As sensações
Que você se deixa usufruir
Em mente e corpo, corpo e mente

“A emoção é criada de acordo com uma seqüência de movimentos
Que faz o seu corpo... conhecer estes movimentos e domina-los é ter o saber de como usar suas emoções ao seu favor...”
~~~~~~~~~~~~~~~~~~Uirah Felipe ~~~~~~~~~~~~~~~~
VENTANIA ESPIRITUAL
ventando o universo sensorial

Alimento Urbano
Pedras que rolam
barrancos que escorrego
via abismo desconhecido
a vertigem da mente
que passeia pelo proibido
contradizendo
inclusive
as leis físicas
os pensamentos
rasgados por tanto verde bruto
se mesclando num produto
de qualidade natural
embalagem florestal
pra que seja aberta somente
por um especial abridor de mente
que vem grátis
na compra dos pensamentos...
ferramenta pra poeta
e exploradores das artes de se viver
fazer do caos a exautação festa
e da paz-verde o seu crescer...
diretriz pra aprender
esfomeado, apressado pra saber
aos trancos e tropeços,
Injustiças e protestos
ele silencia-se do verde
pensamentos, observações
desejos
pra contribuir para o sonho
duma nova condição de realidade
florestas cariocas... ALimento da Cidade.
Uirah Felipe Uirápurú!
Quarta-feira, Agosto 10, 2005
Lumi ao Mór
-1-
Abriu a janela
Do quarto
Para que a madrugada pudesse
Lhe adentrar com seu silêncio
Visitando os recantos
De seu abandono
O descer do rio
Desceu pela janela em som
Para molhar seus ouvidos
E congelar sua imaginação
Ator_mentante
Tragou as nuvens serenas
Da névoa madrugal
E se entorpeceu do silêncio
Com sua cruel imprevisibilidade
Até se congelar vegetalmente
Inerte ao sabor do frio
De montanha
-2-
Seu coração incomodado
A pele ardente
Parecendo não lhe vestir mais tão bem
Uma falta absurda
Que somente ela fazia o dia se mover
E os sonhos
Por natureza interminantemente desejados
Calavam para apedrejar o coração com os silêncios vazios
-3-
A cascata de água
Jorrando branca e incessante
Mudava seu formato a cada instante
E assim se sentia
E observava, descabelado
A cachoeira liquemover-se
Mais a frente
Os olhos
Caiam mergulhando no vão florestal
Do encontro dos rios
Para ver encontrar naquelas águas
A simbiose com suas memórias
De cada rio um personagem
De cada gota
Uma almática mesclagem
A soberania das mudanças mais uma vez. . .
“Só o que está morto não muda...”
O pensamento, novamente,
Mas agora
Envolto de um contexto bio-lógico de biologias vivas
De grilos, gorjeios, água e pássaros
Assustou-se
Fechando os olhos para lembrar-se melhor
E, em devaneio, esqueceu-se de tudo
Viajou sem raciocínio ou lógica
Ao seu universo mneumônico
De seus mapeamentos psíquico-emocionais
-4-
As memórias visuais
Confusas
No mar de tantas táteis
Olfativas
E inexplicáveis como cores que só existem
Nos sonhos...
Inexplicáveis
Formas de se sentir
Ele sentia-se sem forma
Na madrugada torta
Sem saber como existir
Explodindo em clarões de imaginação
Seu corpo fundindo
Aos elementos do ‘em torno”
Numa estranha amplitude
Incompatível plenitude de vazios
Sem a alquimia ainda intensamente registrada por seu corpo
Na noite acordada e sem estrelas
Ele procurava sua juventude
Aos 22 anos de vida...
-5-
Aposentou o silêncio
E roncou profundamente
Era alérgico à cobertores e
Principalmente
Á solidão
Não
Revirou-se na cama
Acordou sem abrir os olhos
Aproveitou o abraço com seu travesseiro
Dormiu mais
E acordou novamente
Se misturando na escuridão daqueles lençóis
Carentes de calor
Insuportável
Abrir os olhos
Encarar uma realidade
Sem certeza de sonho algum
Mas precisando, precisamente
Levantou-se solar com o amanhecer
O rio continuava a passar
Com o som molhado pela janela
-6-
Um par de olhos
Parecia ser instigante
Mesmo eles estando fechados
Ela
/e/
A novidade
Tinham um jeito tímido
De adentrá-lo
Ele não entendendo o que aconteceu
Mas vivendo o presente
Por saber que não morreu
No mosaico do céu de estrelas
Não viu lua alguma
E sentiu-se assim
Como ela
Invisível
Invisíveis crateras
Idéias inexpressíveis
Sentimentos inefáveis
E desconhecidos até então
Olhou no olhos
Permitiu-se a novidade
Mas despencou subitamente
Seu corpo não o vestia
As memórias nele vivas
Quentes, dum calor que persistia
Dolorida e prazerosamente...
-7-
A aurora madrugal
O silêncio mais alto
E gelado de toda a noite
Nada calava, porém, seu desejo agitado
Que esmagando-se por forças naturais
Se sublimava em
S a u d a d e
Extensa
Fina e demorada
Indeterminada
Dolorosa e barulhenta
Precisar e não poder dormir
A novidade descansa...
Os poros imploram...
As memórias fervem...
Os dedos calam...
De calos
E os olhos espreitam
Sem precisar enxergar
A dança dos insetos no lustre..
A coreografia das árvores e sombras
Os barulhinho do puro vento fazendo curva
E um cheiro impregnante
De saudade
Um fora, semi-elétrica
Semi-química, semi-biológica e espiritual
Ele sentia todas as forças
Num único gole de sensação
Hiper-sentindo tudo, mór
Procurava um nome para aquele bolo de sentimentos . . .
Mas não encontrou ainda...
A palavra amor estava vazia demais
Pra vestir aquelas sensações
Desesperou-se indefinidamente...
Tentando definir-se
Lumi ao Mór
Uirah Felipe
Domingo, Julho 31, 2005
Sábado, Julho 30, 2005
O REAL INÓBVIL

Estou amando e isso me deixa numa bagunça emocional deliciosa... como roupas espalhadas pelo quarto num sábado de manhã e isso ser simplesmente lindo quando jogadas as roupas de um lado para o outro ininterruptamente num frenesi brincalhão regado de gargalhadas desnescessárias e completamente convenientes... . . .
-- O Caos e a Criatividade

Bagunça gera criatividade...
Porque será? O caos é o alimento da criação???
O Gozo é na realidade o auge de um caos, tornando-se assim sublime ao permitir o nascimento de uma nova centelha “divina”?
O que de fato é vida? Vírus é vida? (a velha discução da biologia – ciência – e – afins_racionalistas)
Vírus causa! ...
Se vida ou não, vírus proporciona mudança...
E vida, é MUDAR.
O que está vivo muda o tempo todo...
E o caos, nada mais é do que um sintoma da vida?
É o mundo está bem vivo porque o caos vem sendo cultivado desde os tais dos primórdios da vida... ou da humanidade..(?) ... enfimifnenfimifne . . . (enfim)
-- O caos e a liberdade

Experimentar a liberdade é como alimentar o sonho humano... não há ninguém que explique e nem ninguém que não entenda,... (do filme “ilha das Flores” de Jorge Furtado – www.portacurtas.com.br)
... o caos causa essa experimentação, é dele que vem a fagulha energético-dionisíaca que é a força interna deste sentimento universal. As forças apolíneas do raciocínio humano apenas “nos fazem sabermos” livres, através da verbalização do imaginário...
Mas deste universo – imaginação – somente a subjetividade compartilhada através das magias comunicacionais a que a amizade entre os seres humanos permite é que torna capaz a verdadeira comunicação entre duas liberdades de espírito, e para isso, definitivamente, não são nescessárias as palavras... elas são somente convenientes, . . .
Pra quebrar qualquer certeza, inventamos a poesia!
Uirah Felipe http://fotolog.net/uirah
. . . Poesia é um ato caótico que ganha dimensões matemáticas de tão genial e inusitadamente confecionadas pelas teias da inspiração imaginativo-sensitiva. . . .
A Poesia é um caos . . . . . . . Um Paixão Registro de um nascimento de Amor...
Sentimento tão forte... que é só AMOR . . . Amar...
AMARAMARAMARAMARAMARAMARAMARAMARAMAR
"..Saber amar, é saber alguém deixar te amar.."
Saber amar é tanta coisa, que chega a ser muito simples... por isso tão poucas pessoas conseguem a sutileza harmônica de enxergar, experimentar e vivenciar o amor em profundidade de espírito...
...Pra mim saber amar é saber mudar, e assim, encontrar sempre novas formas de se apaixonar pela mesma pessoa...

Tem um microconto que eu fiz que explica isso legal, mas antes de lê-lo é preciso que se entenda desde já que o amor está em toda parte. Sim, porque “Deus”, se imaginado ou experimentado, só pode ser Amor, e Deus está em tudo, ele é tudo, (o criador também não o é em obra?) e por ser tudo, e só poder ser amor, tudo é, na realidade(o que é isso mesmo?), AMOR.. e a única coisa que é toda, ou seja, que pode ser tudo, na sua realização material e existencial, é uma centelha de tempo, o momento conhecido como presente...
O presente é o todo, dissolvido pelo nada de sua efemeridade, e ele nada mais é do que a mudança, a constante iminência do avante. . . Aquilo que sempre muda... por isso, o Saber Amar é Saber Mudar...!
Mudar é experimentar o PRESENTE
e se deixar fazer parte dele...
Afinal o presente, é o verdadeiro PRESENTE que vida nos reserva em segredo óbvio.
"Ela"(a vida) encontra sempre um jeito inusitado de nos fazer entender as coisas, e assim, nos fazer mudar, nos mantendo vivo...
. . .Pensar é como o bater de um coração, mantém vivos o corpo e a alma . . . Enfim, ao fim, segue esse microconto que fiz alguns meses atrás . .. .
- - A Simplicidade - -
"O Amor é uma coisa simples.
Difícil ver a simplicidade, ela está em toda parte"
((( Uirah Felipe )))
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Sexta-feira, Julho 29, 2005
o tempo é um barco procurando uma brecha no oceano...
(uirah felipe)
Domingo, Julho 24, 2005
Existe Normalidade?
Vidinha normal... Até parece!Às vezes dá uma vontade incontrolável de experimentar como é ter uma vida normal. Será que é tão diferente assim? Ou será que as dificuldades e felicidades são as mesmas, quero dizer, no mesmo “nível” de “bad” ou de entusiasmo? É, não adianta muito ficar pensando, eu nunca vou saber como é se não viver uma vida normal. Tarde demais.... minha vida já começou muito louca e inusitada que mesmo que hoje ela fosse normal, não adiantaria, as lembranças não seriam, e as lembranças, são coisas extremamente atuais, só existem quando lembradas, mas, então, existem fazendo não somente parte do presente, como também, afetando-o.
Mas voltando a minha questão existencial do principio, porque me vem esses rasgos de pensamento desejando ter uma vida normal? Espera um pouco, você deve estar se perguntando o que é uma vida normal e o que não é, não é? Na real eu não acredito que exista, uma só, vida normal, todas têm suas particularidades e enigmas próprios. Mas, quando me refiro a ter uma vida normal, quando me refiro a VIDA, me refiro ao pacote de vantagens e desvantagens que agente ganha assim quando nasce. Quando falo de ter uma vida normal, talvez eu esteja mesmo querendo falar de ter ganho um pacote normal, ou seja, uma família normal!
Será que existe alguma família normal?
Reparei uma vez na novela e dava vontade de rir, de deboche mesmo, de tão pouco verossímil a coisa. Mas por outro lado, já observei, no mundo real, famílias estupidamente normais. De assustar, de causar estranheza tamanha normalidade. Pais casados, se amando, e o mais incrível, felizes! Filhos, mais de um, e um cachorro lindo. Situação estável. Irmãos amigos. Todos saudáveis. Tudo limpinho. Estranho não? Tão limpo que não parecia ter problema algum pela casa.
Como deve ser isso? Pra mim é de passar mal, não entendo porque. É como se tudo aquilo não pudesse ser real, como se toda aquela família fosse uma novela, um envelope que já vem com a carta escrita, ou melhor, uma grande encenação, de tão normais que eles eram. Aquelas gargalhadas, eram realmente felizes, ou eram simplesmente exibicionistas, como numa novela da vida real? Eu não sei nem nunca vou saber, mas me fica uma pulga atrás da orelha quando vejo as mães hiperburguesas com seus olhares hiperfelizes, e portanto, hiperblasés. Parece tudo tão plástico e frio por detrás de tantas hiperperfeições burguezinhas ridículas. Será que são felizes solitárias daquele jeito no palco burguês? São satisfeitas, esse é problema de muitas pessoas. . .
Tenho aprendido que o que é REAL nunca é REALmente ÓBVIO.
Uirah Felipe
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Sábado, Julho 23, 2005
a vida e os contos de fadas não são tão diferentes assim...

e nem tão parecidos...
"Toda Coincidência é Coincidência Demais
Para Ser Coincidência"......
.
.
Fragmento fotográfico da infância: as crianças pensam profundamente sobre as suas condições de existência... elas possuem imaginação demais para não fazerem isso...
"Era tanta a imaginação que nada poderia ser melhor ou pior que no meu mundo interior. Lá eu experimentava os extremos. Mas com o desenvolver da criatividade, e a enorme gama de habilidades a que meu corpo correspondia, fui percebendo que a imaginação era, sempre, o fundo do todo a que correspondia o mundo real. Sonhar, foi ficando cada vez mais claro, era tão importante quanto o oxigênio, o pão e a água... Eu tinha meus treze para quatorze anos, e começava a entender que, aquele “poder” do meu universo interior, era muito mais real do que eu imaginava que a imaginação fosse."
“Responder questões sobre a existência ameaça a própria existência”?
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Sexta-feira, Julho 22, 2005
é Ator_mentante ser ator_mentado... por isso eu fico ator_mentando na arte de viver.

ator_pensante ator_mentando:
conversar é a parada...
trocar idéias com a velhinha que faz yoga na praia de manhã, ouvir as histórias do pescador e descobrir os segredos sobre a evolução metropolitana da humanidade, trocar uma ideia com a fotógrafa, pular da pedra no mar com o mulequinho de rua, aconselhar um mendigo, dar os parabéns ao pequeno flautista que toca em frente a padaria no fim da tarde, mandar boas vibes pro porteiro ao chegar em casa e, enfim, trocar uma idéia no elevador com aquela vizinha da cobertura que é um boingue 747...
É, conversar é a parada... se com essas pessoas já me sinto encontrado, quando converso com meus amigos, é como se os pensamentos deles também me pertencessem... todo um paradoxo...
...
É ator_mentante ler todos os dias o jornal... mas não é ator_mentante ouvir todos os dias as coisas que as pessoas falam a respeito do que leram no jornal. A experiência das pessoas amolece ou enrrigece as notícias através da voz... Eu prefiro ouví-las assim, digeridas, do que frias e numéricas estampadas na capa de um jornal de grande circulação......
prefiro ler poesias...
prefiro ler o mar
prefiro ler as pessoas...
PREFIRO TEATRO,
PREFIRO CINEMA,
PREFIRO VIOLÃO
Uirah Felipe
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